5 parâmetros para a Educação Inclusiva



A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em março de 2007 em Nova Iorque e em vigor no Brasil desde agosto de 2009, assegurou a Educação Inclusiva para todas as crianças em quase 200 países.

Inclui-se nesse rol de direitos, por exemplo, a adaptação dos espaços e dos métodos de aprendizagem, a disponibilização de suporte adequado e investimento na capacitação dos professores.

As crianças cegas, surdocegas, surdas ou com deficiências cognitivas têm direito de serem ministradas por meio de linguagens e abordagens adequadas às suas potencialidades, em ambientes que maximizem seu desenvolvimento acadêmico e social. 


Vamos destacar neste post 5 parâmetros para a Educação Inclusiva que realmente funciona:


1. Adoção de práticas docentes customizadas em função das especificidades dos alunos. Por exemplo, os professores podem se valer de instruções multissensoriais para que todas as crianças as compreendam satisfatoriamente. Em vez de provas que mensuram a taxa de aprendizado, adotam-se avaliações que reforçam os objetivos do processo educacional. Substituem-se as aulas lineares professor-aluno, baseadas em planos de aula rígidos, por experiências de disseminação do conhecimento flexíveis, que dialogam com as necessidades reais e particulares dos alunos. Pode-se dividir a turma em pequenos grupos, cada um com uma abordagem pedagógica diferente.


2. Introdução de programas para capacitação dos professores. Os professores da Educação Inclusiva precisam receber formação e treinamento para compreender as deficiências e as respectivas abordagens, os métodos apropriados de comunicação, as técnicas e recursos pedagógicos e as estratégias de suporte às crianças especiais. A Educação Inclusiva começa por incluir o professor, inclusive aqueles com deficiência. Contudo, o docente não pode ser responsabilizado sozinho pela abertura do sistema educacional às crianças com deficiência.


3. Implementação de estratégias de docência cooperativa. A Educação Inclusiva exige a disseminação de práticas de cooperação entre os professores. Para que se desenvolva um processo educacional diversificado, que seja funcional para todas as crianças, é imprescindível não apenas investir na versatilidade do docente, como também na especialização de professores. Docentes especialistas em diferentes dimensões da Educação Inclusiva podem se revesar na sala de aula para apoiar o regente.


4. Utilização de recursos pedagógicos mais avançados. Para que alcance todos as crianças, a Educação Inclusiva exige a atualização dos meios didáticos. Os livros, por exemplo, podem ser enriquecidos com recursos audiovisuais e interativos. O velho quadro negro pode ser substituído por lousa digital, que ajuda na projeção de conteúdos de maneira mais inclusiva e multissensorial. A sala de aula precisa ser redesenhada para se tornar acessível às crianças e aos professores com suas diferenças e peculiaridades. Não podem faltar brinquedos antiestresse e manipuláveis, que podem ajudar bastante, por exemplo, em abordagens com crianças com TDAH.


5. Ampliação, aprofundamento e extrapolação do processo de aprendizagem. A revolução que leva à Educação Inclusiva expande os horizontes da Pedagogia. O processo de desenvolvimento da criança passa a se pautar por experiências cada vez mais reais e desafiadoras. Estudos comprovam que a Educação Inclusiva, ao contrário do que se pensa, é benéfica não apenas às crianças com deficiência. Traz desenvolvimento também aos demais alunos, aos professores e ao sistema educacional como um todo.


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