Em que medida são especiais as necessidades educacionais especiais?



Qualquer apontamento a respeito de uma particularidade expressiva do sujeito não é maior que a sua condição de sujeito, criança, detentor de direitos e de capacidades.


O papel da intervenção educativa no desenvolvimento da criança não é fazer com que ela seja igual às demais, cumpra com os mesmos objetivos que a maioria e, sim, fazer com que ela alcance o seu melhor. Alcançar o seu melhor também não significa que qualquer resultado individual é válido.


Infelizmente, indicar que uma criança precisa de medidas educativas extraordinárias, ou seja, possui necessidades educacionais especiais, é um novo rótulo, mas avança na medida em que isso é entendido não como uma característica que diz respeito apenas ao indivíduo, mas também que exige do interventor uma resposta diferenciada e não por isso mais trabalhosa ou onerosa.

A linha que separa uma necessidade natural de uma necessidade especial é tênue e não há quem se arrisque a desenhá-la, ficando a cargo dos observadores e do contexto essa análise.


Além do mais, é preciso consciência de que uma necessidade educacional especial nem sempre é permanente, podendo fazer parte do processo por apenas algum tempo, ser reversível, etc. Além do mais, o próprio ambiente escolar ou familiar, e outros, podem criar necessidades educacionais especiais no sujeito.


Dentre essas necessidades especiais temos atrasos maturativos homogêneos que consistem na dificuldade que uma criança pode vir a ter no desenvolvimento de uma área específica, várias delas, ou todas elas.


Isso pode ser causado por vários fatores e com o tempo tende a desaparecer. Nesses casos, a estimulação é importantíssima de forma que a criança possa avançar em suas conquistas.


O “desenvolvimento desarmônico”, outra necessidade especial, diz respeito ao desenvolvimento amplo e até além do esperado em alguns aspectos enquanto se observa um desenvolvimento aquém ao esperado em outros. Em situações assim, convém potencializar as habilidades significativas da criança, sem freá-las, e buscar aproximar as demais destas primeiras.


Em se tratando das deficiências, há de se considerar que em todas elas – intelectual, motora, auditiva, visual e transtornos generalizados do desenvolvimento – há diferentes graus de manifestação de forma que as respostas educativas às crianças com deficiências visual, nesse mesmo grupo, também serão diversas porque diversas são as suas particularidades.


É preciso ter cuidado para não sobrecarregar e criar uma situação de discriminação para com a criança, em todos os casos, e para que não se transforme em deficiência uma particularidade mínima do indivíduo.

Os problemas emocionais e de conduta são inerentes aos seres humanos e mais ainda, na educação infantil, padrões diversos e passageiros de comportamento hão de se manifestar, não podendo tornar-se referência.


Os superdotados também são educandos com necessidades especiais porque precisam de um ambiente que estimule suas habilidades conforme seu grau de desenvolvimento e maturação, de forma que estes não se sintam desanimados e incorram em um quadro até inverso, de prejuízos à sua formação.


A educação inclusiva tem se tornado uma realidade em muitas escolas. Ela é necessária. Em momento algum pode ser vista como uma dificuldade. Pelo contrário, ela é sempre uma excelente oportunidade para toda a comunidade escolar.

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